Apelo ao Ministério dos Negócios Estrangeiros de Portugal

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13 de fevereiro de 2014

Ministério dos Negócios Estrangeiros de Portugal
Ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros
Sr. Rui Machete

Exmo. Sr. Ministro,
Trabalhadores migrantes ucranianos foram hospitaleiramente recebidos em Portugal no final dos anos 90 do século passado, numa altura em que o novo estado ucraniano passava pelos difíceis problemas económicos e sociais, após 70 anos de domínio soviético. A política interna de Portugal sobre os trabalhadores imigrantes, bem como a cooperação bilateral frutuosa com a Ucrânia no domínio do bem-estar social, e o facto de proteger os direitos dos cidadãos da Ucrânia que residem em Portugal, contribuíram para a rápida integração dos ucranianos na sociedade portuguesa. Por outro lado, o Estado Português e as instituições públicas, a missão diplomática ucraniana, a comunidade ucraniana que se formou (representada por organizações cívicas e religiosas em Portugal), não só ajudaram a atrair efetivamente o diálogo intercultural ucraniano em Portugal, mas também acrescentaram a sua quota para a produção do processo de integração Europeia da Ucrânia. Infelizmente, com a chegada ao poder na Ucrânia em 2010 do novo presidente Yanukovych, a política do MNE (Ministério dos Negócios Estrangeiros) da Ucrânia, no que diz respeitos às comunidades ucranianas no estrangeiro, mudou radicalmente, negligenciando-as e deteriorando as relações.

Em particular em Portugal, o actual Embaixador da Ucrânia (Oleksandr Nykonenko) privilegia, desde que chegou, os grupos de imigrantes que pertencem ao Conselho de Coordenação da embaixada Russa, em detrimentos das organizações das associações ucranianas em Portugal, o que demonstra, também, essa viragem da política do Governo Ucraniano para uma aproximação à Rússia.
Mesmo as tentativas das associações de emigrantes ucranianos em Portugal em estabelecer um diálogo com a Embaixada, ou os protestos de ativistas da comunidade ucraniana em relação às ações do Embaixador, não mudaram a situação. No contexto dos últimos desenvolvimentos na Ucrânia ficou claro para nós que, de facto, a política do presidente Viktor Yanukovych e do Governo e o parlamento, governados por ele, não trabalhavam para aproximação da Ucrânia à União, mas para o envolvimento gradual da Ucrânia na União Aduaneira com Moscovo, que prevê a perda real da independência da Ucrânia. A confrontação violenta do poder durante os últimos três meses contra manifestações pacíficas nas principais cidades da Ucrânia já causaram várias vítimas e repressões políticas, mostrando que o regime de Yanukovych não irá procurar um compromisso para resolver a crise mas, pelo contrário, pretende realizar um intuito antigo de Moscovo para a federalização e portanto, a divisão da Ucrânia. Nós sabemos que o governo que é controlado por Yanukovych , incluindo o MNE da
Ucrânia, estão a enganar a comunidade internacional sobre os acontecimentos reais, continuando ações de terror contra o povo ucraniano . Contudo, apesar desta desinformação, o Mundo fica a saber cada vez mais sobre as violações maciças dos direitos humanos na Ucrânia. A comunidade ucraniana em Portugal está convicta de que, a presença do Mundo democrático e, sobretudo, de uma posição ativa da União Europeia neste momento difícil para a Ucrânia, irão promover a solução pacífica da crise, tão fundamentais para a segurança da Europa. O estabelecimento de acordos relativamente à associação e área de livre comércio entre a Ucrânia e a UE irá ter um impacto positivo sobre a economia da UE e, em particular, de Portugal.
É por isso que apelamos encarecidamente que preste uma atenção prioritária à questão da Ucrânia, tendo em conta o facto de que a comunidade ucraniana em Portugal apoia em massa a ação pacífica na Ucrânia contra o regime de Yanukovych, que agrupou todo o poder e, com o apoio de Moscovo, leva a Ucrânia a uma divisão artificial.
Condenamos, também, estas ações do MNE da Ucrânia no que diz respeito às falsas informações sobre os eventos em solo ucraniano.


Com muita estima, cordialmente,
Em nome:
Associação dos ucranianos em Portugal, Presidente - Pavlo Sadokha
Centro Educativo e Cultural "Milagre do Mundo" (Lisboa), Diretor – Vlada Kiyak
Associação "Fonte de Mundo", Presidente - Boris Kucheras
Associação dos ucranianos do Algarve, Presidente - Igor Korbelyak
Centro Educativo e Cultural luso-ucraniano "Escola Tarás Shevtchenko" (Faro), Directora - Natalia Dmytruk
Associação "Pirâmide das palavras", Presidente - Myroslava Martynyuk

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