- Закон України № 376-V про Голодомор 1932-33 рр.
- Офіційне визнання міжнародною спільнотою
- Суд над організаторами Голодомору-Геноциду
![]() |
![]() |
![]() |
Статут Культурно-освітнього центру «Дивосвіт» при Спілці українців у Португалії
Увага!
- Українсько-португальська угода про соціальне забезпечення
- До уваги всіх, хто оновлює або отримує водійські посвідчення в Португалії
- У відпустку в Україну власним автотранспортом до 60 днів
- «Шлях Перемоги» - громадсько-політичний тижневик
Secretária Executiva da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP)
Exma. Sra. Embaixadora Maria de Fátima Monteiro Jardim,
Desde a restauração da sua independência, em 1991, a Ucrânia escolheu o caminho de uma sociedade democrática, renunciou ao armamento nuclear e à maior parte do armamento pesado.
Não apresentou reivindicações territoriais a nenhum país, manteve relações de cooperação com outros Estados e cumpriu rigorosamente os acordos e compromissos internacionais.
Apesar de toda a sua política pacífica, a Ucrânia não conseguiu evitar a agressão russa, independentemente dos presidentes ou governos democraticamente eleitos.
Infelizmente, no século XXI, a Rússia prossegue com a sua política colonial, iniciada na época dos czares russos, continuada pelo regime comunista e que atualmente conduzida pelo regime totalitário de Putin.
Como demonstra o exemplo de muitos povos colonizados pela Rússia, que foram submetidos a repressões brutais e à proibição da sua identidade, o povo ucraniano lutou e continua a lutar pela sua independência e pelo seu direito à existência.
A agressão russa distingue‑se não só pela sua crueldade: mísseis russos atingem hospitais, jardins‑de‑infância e, no inverno, infraestruturas energéticas, deixando milhões de civis sem luz, água e aquecimento.
Trata-se também de uma agressão dirigida contra as crianças ucranianas, e consequentemente, contra o futuro da Ucrânia.
Desde o início da agressão em grande escala, cerca de 20 mil crianças foram deportadas à força. Aproximadamente
1,6 milhões permanecem em territórios sob ocupação russa, onde não podem falar a sua língua materna, preservar a sua história ou identificar‑se com a sua identidade nacional. São sujeitas a uma rusificação forçada, são educadas num ambiente de hostilidade contra o seu próprio país. A Rússia prepara‑as para a guerra contra o seu próprio povo.
Exma. Senhora Embaixadora
Sabemos que V. Ex.ª e os governos dos Estados Membros dos Países de Língua Oficial Portuguesa
Sabemos que V. Ex.ª, bem como os gov defendem o fim desta guerra, posição pela qual expresssamos a nossa sincera gratidão.
Contudo, enquanto prosseguem os esforços diplomáticos, milhares de crianças continuam sem proteção e sem direito à sua identidade.
Assim, dirigimo‑nos respeitosamente a V. Ex.ª solicitando que s CPLP assuma um papel ativo na defesa dos direitos das crianças ucranianas nos territórios temporariamente ocupados e no apoio ao regresso das crianças deportadas à sua família e à sua pátria
Trabalhemos juntos por um futuro de paz para o Mundo.
Com os respeitosos cumprimentos
Presidente da Associação dos ucranianos em Portugal,
Pavlo Sadokha
|
|